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Pós-graduação lato sensu: o que é e a diferença para stricto sensu
Graduação

Pós-graduação lato sensu: o que é e a diferença para stricto sensu

Para conseguir uma boa colocação no mercado, não é segredo algum que um dos caminhos mais indicados a ser tomado é investir em qualificação. Em meio a um cenário marcado pela alta competitividade, parar na graduação significa estar sempre um passo atrás da concorrência — por isso a importância de escolher a especialização correta para seu perfil.

Por isso, é essencial que você compreenda qual é a diferença entre uma pós-graduação lato sensu ou stricto senso. Caso ainda tenha dúvidas sobre quais os objetivos desses dois tipos de formação, não se preocupe: é justamente sobre isso que falaremos neste artigo.

A seguir, veja como funcionam as pós-graduações lato e stricto sensu e entenda em quais situações elas são mais indicadas, entre outras características importantes. Acompanhe!

Como funciona a pós-graduação lato sensu?

Com duração média de 18 meses, a pós-graduação lato sensu é mais indicada para os profissionais que querem aperfeiçoar seus conhecimentos em uma determinada área. Dessa forma, é possível desenvolver habilidades específicas complementares à sua formação inicial, as quais podem ser utilizadas no dia a dia de trabalho.

É interessante destacar que a expressão lato sensu vem do latim e, em português, pode ser traduzida como “em sentido amplo”. Ela é usada para classificar os cursos de pós-graduações como especializações e MBAs (Master in Business Administration). Abaixo, explicamos de forma detalhada como funcionam esses cursos.

Especialização

A especialização é uma das pós-graduações mais buscadas pelos profissionais. Ela é indicada para aqueles que têm como objetivo evoluir na área de atuação, com foco no mercado de trabalho. Dessa forma, o aluno recebe a qualificação necessária para suprir as principais demandas das empresas com eficiência.

Para cursar uma especialização, é necessário contar com um diploma de curso superior. No entanto, é comum que cada instituição de ensino apresente seus próprios critérios para o ingresso do aluno — como avaliações, análise de currículo ou até mesmo entrevistas, em alguns casos.

Quanto ao formato das aulas, os cursos seguem o mesmo padrão de uma graduação, ou seja, com aulas (presenciais ou a distância) e seminários. A única exigência é que, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), a especialização tenha no mínimo 360 horas. Concluída a formação, o aluno recebe um certificado amplamente valorizado pelo mercado.

MBA

Já o MBA – Master in Business Administration (Mestrado em Administração de Negócios, em português) é uma pós-graduação lato sensu mais voltada para as áreas de negócios e gestão empresarial. Por isso, o principal público-alvo dessa formação costuma ser composto por gerentes, diretores, gestores, empreendedores e pessoas que desejam atingir cargos de liderança nas empresas em que atuam.

Dessa forma, eles conseguem aprofundar os conhecimentos sobre o universo corporativo e fazer networking — prática, inclusive, importante para qualquer profissional. Para ingressar em um MBA, é comum que as instituições de ensino promovam processos que envolvam análise de currículo, avaliação e teste de proficiência na língua inglesa.

Por esse motivo, é interessante que os candidatos a esse tipo de pós-graduação já contem com um tempo maior de experiência no mercado. Por fim, vale lembrar que, apesar do nome, o MBA não confere título de mestrado no Brasil. Além disso, sua duração mínima também deve ser de 360 horas, seguindo as exigências do MEC.

O que é pós-graduação stricto sensu?

As pós-graduações do tipo stricto sensu (do latim, “em sentido estrito”), por sua vez, correspondem aos cursos de mestrado e doutorado. É possível afirmar que o público-alvo dessa modalidade corresponde aos profissionais que desejam seguir uma carreira acadêmica: seja dando aulas em faculdades e universidades, seja atuando em pesquisas ou demais projetos de extensão.

No entanto, assim como falaremos adiante, existe também o mestrado profissional, que nada mais é que uma pós-graduação stricto sensu voltada exclusivamente para a atuação no mercado de trabalho. Independentemente da modalidade escolhida, os alunos que se formam mestres ou doutores recebem um diploma e não um certificado, como nos cursos lato sensu. Abaixo, entenda um pouco melhor sobre as pós-graduações stricto sensu.

Mestrado

Com a duração de aproximadamente 2 anos, o mestrado forma o aluno como pesquisador ou professor do Ensino Superior. O ingresso nessa formação envolve a elaboração de um pré-projeto de pesquisa, bem como etapas de seleção que podem variar de acordo com a instituição — no geral, estamos falando de análise de currículo, entrevista, avaliações, testes de proficiência e afins. Concluída a formação, o aluno deverá apresentar uma dissertação (ou tese) para obter o diploma de mestre.

Mestrado profissional

Assim como já mencionamos, existe uma opção de mestrado voltada para aqueles que desejam obter o título, mas não necessariamente almejam uma carreira no campo acadêmico — embora estejam aptos para tal com a conclusão do curso. O foco do mestrado profissional, então, é auxiliar o profissional com conhecimentos que agregarão em seu dia a dia de trabalho.

As exigências para o ingresso nessa modalidade são as mesmas que já citamos anteriormente, assim como a duração, que também é de aproximadamente 2 anos. No final, o aluno recebe o diploma de mestre e tem mais chances de conquistar boas colocações.

Doutorado

Já aqueles que buscam se aprofundar ainda mais no campo desejado podem apostar na educação continuada e investir em um curso de doutorado. Trata-se do próximo passo para quem concluiu o mestrado, embora não seja obrigatório ser mestre para ingressar nessa formação: basta que a instituição de ensino superior considere relevante a proposta de pesquisa apresentada pelo aluno.

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Isso porque o doutorado forma o indivíduo como pesquisador ou professor do Ensino Superior. Essas pesquisas, no entanto, têm mais profundidade do que as feitas em um mestrado. Além disso, vale a pena destacar que a duração média para esse tipo de curso é de 4 a 5 anos, exigindo, muitas vezes, dedicação total por parte dos alunos. Justamente por esse motivo, é comum que algumas instituições ofereçam bolsas de incentivo e suporte.

Com o final do doutorado, o aluno recebe o diploma e o título de doutor, se tornando ainda mais especializado em sua área de conhecimento e ampliando as chances de obter uma titulação máxima no universo acadêmico.

Como escolher a especialização certa para você?

Agora, temos a certeza de que você já consegue diferenciar com clareza o intuito de cada tipo de programa de pós-graduação. É importante fazer algumas reflexões pessoais e saber o que considerar na hora de escolher a especialização ideal para você. Por isso, separamos algumas dicas nos tópicos a seguir.

Defina seus objetivos

A primeira pergunta que você deve fazer a si mesmo é o que você deseja obter ao cursar uma pós-graduação. Para isso, elenque seus objetivos profissionais, por exemplo: deseja mudar de carreira ou precisa de um diploma para conquistar créditos e atualizar seu currículo? Seu diploma de especialista, mestre ou doutor proporcionará um grande impulso em suas perspectivas de carreira e potencial aumento salarial e de cargo? Vale a pena o custo-benefício?

Respondidas essas perguntas, é possível ter um mapa de qual caminho é melhor seguir para conquistar seus objetivos mais rapidamente. Se você deseja alcançar um aprofundamento técnico aplicável ao mercado de trabalho, certamente a especialização lato sensu é a mais ideal. Por outro lado, se você pretende enveredar para a pesquisa ou se debruçar sobre um tema de forma profunda, sem dúvida, os cursos de mestrado e doutorado são os mais adequados.

Avalie a instituição

Com o crescimento do número de instituições de ensino superior no Brasil, hoje a oferta de cursos de graduação e pós-graduação é alta. Por isso, é preciso dedicar um cuidado especial na hora de escolher a instituição que ministrará sua especialização.

Em primeiro lugar, é importante considerar o tempo de atuação e a tradição institucional. Esse posicionamento é importante para que seu diploma tenha valor no mercado. Além disso, pressupõe-se que uma instituição experiente tenha preocupação em ofertar um ensino de qualidade. Em seguida, observe o conceito que a instituição tem na avaliação do MEC e se os cursos são devidamente regulamentados.

Também considere a infraestrutura física e de atendimento ao aluno, a qualidade do corpo docente (por exemplo, a quantidade de mestres e doutores ministrando aquele curso) e os recursos tecnológicos disponíveis para facilitar o aprendizado. Por fim, observe as opiniões dos alunos a respeito da instituição por meio de comentários em redes sociais e outras mídias.

Veja se este é o momento ideal para uma especialização

Mesmo que a grade curricular e o tempo de dedicação aos estudos sejam flexíveis, é preciso ter em mente se você está com a agenda suficientemente organizada para conciliar todas as atividades.

Se perceber que o desafio não é adequado para você neste momento, não há problema em adiar sua pós-graduação. Enquanto isso, você pode investir em formações complementares, como cursos de extensão de curta duração.

Dessa forma, não corre o risco de ter sobrecarga e se frustrar por não ter o rendimento desejado. Portanto, observe seu cotidiano e compare seu tempo livre com a quantidade de horas de dedicação semanal à pós-graduação e principalmente sua motivação interna para cursá-la. Tendo essas questões em mente, fica muito mais tranquilo escolher a especialização ideal.

Considere as modalidades de ensino presencial e a distância

Complementando o que falamos acima, o fator tempo faz uma grande diferença para encarar uma pós-graduação. Felizmente, a oferta de cursos presenciais e à distância (modalidade EAD) possibilita um grande leque de opções para o aluno.

Ambas têm suas vantagens. Nos cursos presenciais, por exemplo, as interações ao vivo podem ser um fator estimulante para persistir nos estudos. Por outro lado, há a questão do deslocamento, os dias da semana que ficam comprometidos e a presença obrigatória no campus.

Já nos cursos EAD, você estuda onde estiver, no horário que julgar mais produtivo, bem como organiza sua agenda sem comprometer seu tempo tendo que comparecer sempre à instituição. Mas ― talvez o principal desafio em EAD ― você precisa ter força de vontade e disciplina suficientes para encarar um tipo de estudo que exige maior autonomia.

Para ter a melhor decisão, mais uma vez é necessário refletir sobre seu momento atual, tempo e até mesmo disponibilidade de investimento, já que cursos presenciais tendem a ser mais onerosos que EAD.

Esperamos que o post tenha ajudado a entender as diferenças entre a pós-graduação lato sensu e a stricto sensu. Como foi possível perceber, para escolher a especialização mais adequada, ela precisa, em primeiro lugar, estar alinhada aos seus objetivos pessoais e profissionais. No entanto, independentemente do caminho a ser trilhado, lembre-se de que é fundamental optar por uma instituição de ensino superior de qualidade e boa penetração no mercado.

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