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Pedir aumento: descubra como abordar o assunto de forma profissional com seu chefe
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Pedir aumento: descubra como abordar o assunto de forma profissional com seu chefe

Pedir aumento salarial pode ser bastante desafiador. Entre tantos ensaios sobre o que falar, surgem diversas dúvidas sobre como fazer o pedido de forma apropriada, qual o valor de aumento mais justo e quando é momento certo de chamar o superior para a conversa.

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De um lado, o colaborador pesa sua dedicação e resultados em relação ao seu período de casa: “será que eu não mereço aumento? ”. Do outro, as indagações sobre como a chefia reagirá ao pedido: “será que vão me achar negativamente ambicioso? ”.

Para te ajudar nesse momento, conversamos com Ana Paula Escorsin, especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional e professora do Centro Universitário Internacional Uninter na área de Recursos Humanos. Confira as dicas que ela trouxe para te ajudar nesse processo.

Pedir aumento é positivo!

Antes de mais nada, tenha plena convicção de que pedir aumento não é errado e faz parte da relação empregado/empregador. No entanto, é importante que você tenha bom senso para entender a realidade da empresa, do mercado de trabalho lá fora, além de ser honesto sobre o seu desempenho pessoal. Se você tiver em si aquela sensação incorrigível de que a empresa está, sim, recebendo o seu melhor e que seu progresso é nítido, vale a pena ir em frente e agendar uma conversa com seu superior.

Com quanto tempo de empresa posso pedir aumento?

Essa indagação corre a mente de muitos colaboradores na hora de buscar aumento no salário, mas não tem resposta certa. Sabe por que? Porque não é o tempo de empresa a principal variável que vai definir se você merece ou não um aumento. Um colaborador pode passar 15 anos em uma mesma empresa sendo um bom profissional, mas sem constância na entrega de bons resultados e demonstrar vontade de crescer.

Para a professora Ana Paula Escorsin, o tempo é apenas uma medida de bom senso que o colaborador deve ter na hora de pedir aumento. “Depende do tipo de empresa, do resultado financeiro da empresa, das políticas de gestão de pessoas e da conjuntura econômica do país”, explica. O principal é considerar, segundo a professora, o resultado efetivo do funcionário, o quanto o seu trabalho agrega valor à empresa e como aplica as suas competências.

Mas então o que justifica meu pedido?

Aqui não tem muita conversa. Segundo a especialista, só há um motivo que pode fazê-lo receber acréscimo no salário: os resultados do trabalho que você realiza.

Ana Paula Escorsin, professora do Centro Universitário Internacional Uniter

Se você estiver convencido do seu bom desempenho, agende uma conversa privada, em um horário em que o superior não esteja resolvendo problemas de grave complexidade.

Se possível, já ofereça indícios do assunto no corpo do e-mail. Use no assunto títulos como: “Solicitação de reunião para avaliação do meu desempenho profissional”.

Outra dica: não conte aos seus colegas sobre a sua reunião. O pedido de aumento é seu, de mais ninguém.

Quanto de acréscimo posso solicitar?

Normalmente, recomenda-se que o funcionário não chegue com um valor já planejado de aumento. Quem deve decidir quanto é o seu superior, que avaliará seu desempenho e, claro, a capacidade financeira da sua empresa. “O importante é o funcionário conversar com seu gestor sobre os seus resultados, seu interesse em se desenvolver e de seguir carreira na empresa”, explica Ana Paula.

O que não devo falar nessa conversa?

Como o pedido de aumento envolve uma negociação, é normal que você prepare argumentos que sejam convincentes para mostrar ao seu superior que você merece um aumento. No entanto, cuidado: há “argumentos” que são bastante negativos e na verdade podem oferecer uma imagem negativa sobre você; ou seja, o sinal oposto de você merece um aumento.

Ana Paula orienta que, na negociação, você:

  • nunca se compare a outros funcionários;
  • não aborde problemas financeiros;
  • não pressione o gestor para receber aumento;
  • não seja impaciente.

Além disso, não estabeleça um prazo de tempo em que a alteração deve ocorrer. “O importante é falar de seus resultados e de seu interesse em fazer carreira na empresa, para que o gestor avalie se cabe alteração de salário ao funcionário”, avalia.

O chefe não concordou com o aumento, o que devo fazer?

Acima de tudo, a decisão final deve ser respeitada, orienta a professora Ana Paula. “Até porque o ideal é falar em resultados e não pedir aumento diretamente”, afirma. Caso o gestor tenha considerações a respeito do desempenho do funcionário, deve-se aproveitar o momento para um feedback e para traçar um plano de desenvolvimento, identificando quais as necessidades de melhoria de desempenho. “O gestor pode, também, não propiciar a alteração de salário por questão de conjunta econômica e/ou financeira da empresa”, finaliza.

Mas, se ele concordou, parabéns!

Por outro lado, se o aumento for aceito pelos seus superiores, seja discreto e não espalhe a informação para os seus colegas de setor. Isso pode, inclusive, fazer com que seu gestor se arrependa da decisão. Cada funcionário é único e seu desempenho não pode ser medido em relação ao dos colegas. Seja discreto, responsável e evite alimentar comentários sobre posições financeiras dentro do seu setor.

Espero que nós tenhamos ajudado você em busca de mais reconhecimento financeiro por parte da sua empresa. Ganhando aumento ou não, o ideal é que você saia da experiência mais seguro e certo de que pedir acréscimos salariais é algo absolutamente normal e não merece ser visto como algo difícil ou inapropriado.

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