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5 tendências tecnológicas pré e pós pandemia
Covid-19 | Pra Vida Não Parar

5 tendências tecnológicas pré e pós pandemia

A pandemia do novo coronavírus trouxe consigo inúmeras incertezas dentro da comunidade científica. Especialistas da área da saúde do mundo inteiro trabalham dia e noite na busca por um medicamento comprovadamente eficaz e,

principalmente, de uma vacina para controlar a disseminação da doença. Diante desse cenário e das transformações impostas pelo vírus em toda a sociedade global, uma das poucas certezas da comunidade científica é que o mundo que tínhamos até o início da pandemia não voltará mais a ser o que era antes.

Além de novos e mais rigorosos hábitos de higiene pessoal e distanciamento social, estruturas prediais, espaços públicos e interações sociais e do ambiente de trabalho estão se transformando para preservar vidas, retomar a economia e diminuir os impactos negativos na vida do cidadão, a fim de implementar alguma normalidade nas atividades diárias das pessoas.

Neste contexto, a transformação digital ganha protagonismo e surge para aproximar pessoas e facilitar processos, mantendo a funcionalidade nos ambientes corporativos, por exemplo, enquanto preserva-se o que existe de mais importante: as vidas humanas. O conceito da transformação digital começou com a invenção do correio eletrônico — o e-mail —, lá em 1971. Utilizado por décadas a fio, ele se tornou um exemplo evidente da evolução e transformação da velha rotina para algo novo, tecnológico e facilitador.

Elton Ivan Schneider, diretor da Escola Superior de Gestão, Comunicação e Negócios do Centro Universitário Internacional Uninter, explica que a Covid-19 está aumentando a velocidade de uso de tecnologias. “A pandemia atual não está transformando a evolução tecnológica, está transformando a forma e maneira como vivemos nossas vidas. De forma abrupta, passamos a depender da tecnologia para trabalhar, nos relacionar, estudar, comprar e viver”, afirma.

Para Schneider, o momento atual está adiantando a chegada à nova sociedade baseada em uso intensivo de tecnologias, o que alguns chamam de sociedade 5.0. “Nesse novo formato, o foco não recai apenas nas tecnologias, mas na sociedade que está inserida em um determinado ambiente e que vai ser impactada por esse fenômeno tecnológico”, explica.

O sucesso de uma nova tecnologia depende do uso que a sociedade faz dela. No caso em que se vive hoje, todas aquelas que possam ser utilizadas para reduzir o impacto do isolamento social exigido pela pandemia serão consideradas bem-vindas, benéficas e de sucesso.

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 Tendências tecnológicas atuais que podem definir o futuro

Já faltam profissionais da área digital hoje, no futuro haverá uma escassez e uma supervalorização daqueles que estiverem prontos a surfar nesta nova onda. “Não se trata de tendência, mas de realidade de empregos e negócios”, afirma Schneider.

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Schneider também acredita que alguns cuidados devem ser tomados com as mudanças proporcionadas pela pandemia, e principalmente, com as soluções tecnológicas adotadas. “Elas podem ser importantes e interessantes para o momento, mas podem ser devastadoras se não forem bem dosadas no futuro. Outro aspecto é que sua implantação e uso terá diferentes caminhos”.

A pandemia obrigou, por exemplo, que boa parte dos estudantes experimentasse a educação a distância (EAD). Essa modalidade é representativa desde 2018, quando 52% dos alunos do ensino superior brasileiro se matricularam em cursos EAD. Segundo Schneider, já havia previsões de que em menos de cinco anos, muitos cursos (Educação, Direito, Gestão, Engenharia) deixariam de existir no período noturno. Agora, em 2020, o diretor acredita que muitos cursos vão ter dificuldades para continuar existindo. “No próximo censo do ensino superior brasileiro veremos esta tendência tecnológica se solidificar e ser a nova realidade do ensino superior”.

Outros setores como marketing digital, e-commerce, teletrabalho e negócios também foram impactados pela digitalização. Confira a relação mais detalhada de cada atividade e os cuidados, segundo Schneider, que a sociedade deverá tomar.

1.   Educação on-line para criança de 0-10 anos

Como um recurso para reduzir o distanciamento e como forma de manutenção de atividades de aprendizagem por um curto período de tempo, pode ser bem-vinda, mas no longo prazo pode ser prejudicial, não é solução;

2.   Telemedicina

Esta tendência tecnológica pode nos auxiliar na identificação de doenças, na procura por outras opiniões de especialistas, na realização de cirurgias remotas, mas o tratamento e o atendimento da maior parte das doenças exigem contato e acompanhamento humano, e isto não é negociável;

3.   Relacionamento humano 

Diminui a distância, mas não substitui o contato humano. Um abraço, um aperto de mão e um beijo são insubstituíveis;

4.   Teletrabalho

Já tínhamos as leis para isso, faltava o empurrão para acontecer, não tem mais volta, vai ser uma realidade daqui para frente;

5.   Marketing Digital, E-Commerce e Varejo Digital

Estavam sendo implantados aos poucos pelas empresas. Daqui para frente terão investimentos altíssimos e a procura por profissionais destas áreas deve explodir.

Estima-se que cerca de 70% da população brasileira tem acesso à internet, volume acima da média global de 57%. Segundo relatório Digital 2019, da We Are Social e da Hootsuite, mais de 149 milhões dos quase 212 milhões de habitantes do país são usuários de internet. Esses números, atrelados a uma pandemia mundial, que tem como principal ação de combate o distanciamento físico entre as pessoas, deve comprovar a tendência da aceleração tecnológica e do surgimento da sociedade 5.0. A história irá nos dizer…

E você, o que acha do assunto? Há alguma tendência tecnológica que não citamos aqui? Dê a sua opinião nos comentários e não deixe de compartilhar este post!

 

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