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Pagamento por aproximação: como se proteger de furtos
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Pagamento por aproximação: como se proteger de furtos

(*) Viviana Raquel Zurro 

Nas últimas semanas, ouvimos falar bastante sobre furtos em ônibus usando maquininhas de aproximação. O limite para pagamento atualmente é de R$ 200,00 sem digitação da senha, mas cada instituição financeira pode estipular o limite igual ou inferior a este valor. Algumas instituições determinam também a quantidade máxima de vezes que a operação pode ser realizada por dia sem necessidade de digitar a senha. Este limite, na maioria das instituições, é de cinco vezes por dia. 

Mas o que é essa tecnologia de aproximação? Como posso me proteger para não ser vítima desse novo golpe? 

A NFC (do inglês Near Field Communication – comunicação por campo de proximidade) é uma tecnologia sem fio e de curto alcance. O sistema é composto por uma antena, uma etiqueta (tag) e um leitor (neste caso a maquininha de cobrança). A distância de leitura é de até 10 centímetros, mais do que isso o leitor não consegue ler. 

O leitor envia a requisição às etiquetas por meio da antena e a etiqueta devolve informação ao leitor por meio da própria antena. As etiquetas podem ser passivas ou ativas. As etiquetas passivas, como cartões de banco (smartcards), tags para abertura de portas, crachás, não possuem baterias. As etiquetas ativas (nos celulares, relógios) têm bateria própria. 

A comunicação passiva é utilizada com tag passivas como as de cartões bancários. Neste caso, o leitor gera ondas de radiofrequência (RF) que energizarão a etiqueta do cartão, permitindo a leitura de dados. A comunicação ativa é usada com aparelhos celulares que tem a função NFC. Tanto a maquininha como o celular geram ondas de rádio e cada uma delas desconecta seu campo enquanto espera os dados do outro aparelho (eles conversam entre eles). A segurança desta tecnologia no aparelho celular está no fato de que ela funciona somente quando o aparelho está desbloqueado.  

Agora que já conhecemos um pouquinho de como funciona essa tecnologia precisamos saber como nos proteger de forma simples quando estamos viajando em um ônibus lotado carregando cartões de banco que possuem essa tecnologia.  

As ondas de rádio (RF) atravessam tecidos, bolsas de couro, entre outros materiais. Mas existem formas que nos permitem proteger nossos cartões e seus dados. Uma delas é deixar o cartão com o celular ou levar dois ou mais cartões com a tecnologia NFC juntos. Assim, a maquininha leitora não consegue pegar os dados de nenhum dos cartões.  

A outra consiste em embrulhar o cartão em papel alumínio (pode ser alumínio de cozinha ou da quentinha do almoço) que bloqueia qualquer sinal externo fazendo uma “Gaiola de Faraday” que impede que o sinal de RF da maquininha chegue ao cartão, impedindo a cobrança não autorizada. 

Existem também no mercado carteiras que já possuem uma malha metálica interna destinada a esse fim. A maioria das bolsas e mochilas para transporte de eletrônicos (laptop, celulares, cartões) já têm um compartimento específico recoberto por uma malha metálica para guardar dispositivos como chaves “inteligentes, que emitem ou são ativados por sinais de RF.  

Como os sinais destes dispositivos podem ser interceptados e os códigos de acesso clonados, é conveniente guardar os mesmos nestes compartimentos. A película metálica impedirá a comunicação deles com leitores externos, impedindo o roubo de dados.  

(*) Viviana Raquel Zurro é professora da Escola Superior Politécnica do Centro Universitário Internacional UNINTER 

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