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População mais vulnerável à Covid-19 está nas periferias
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População mais vulnerável à Covid-19 está nas periferias

Desde o início da pandemia no Brasil, as medidas de prevenção contra a Covid-19 são recorrentes. Entre elas, estão: usar máscara de proteção, álcool em gel, lavar as mãos com frequência com água e sabão e praticar o distanciamento social. Mas, vamos combinar, nem todas essas práticas estão ao alcance de todos, sobretudo quando analisamos as periferias das grandes cidades.

Grande parte desta população tem dificuldades de acesso aos produtos que garantem a desinfecção e a proteção necessária contra a doença. Ficar em casa, muitas vezes, não é uma opção aos moradores, que precisam trabalhar diariamente para sustentar toda a família. Além disso, as moradias geralmente têm poucos cômodos e o abastecimento de água é intermitente.

Isso, claro, tem um preço. Sem ao mesmo ter a oportunidade de praticar as medidas de prevenção, esta população enfrenta de perto o alto índice de contágio e mortes. Segundo estudo feito por pesquisadores da Ação Covid-19, mesmo se esta população praticasse o confinamento, a taxa de letalidade triplicaria em comparação aos bairros mais ricos.

“Várias são as dificuldades para a contenção, em síntese podemos dizer que a impossibilidade de manter o distanciamento social, a falta de uma renda fixa ou até mesmo dos benefícios para a sobrevivência, são as principais dificuldades para controlar a doença na periferia”, explica Cristiano Caveião, doutor em enfermagem e coordenador da área da saúde do Centro Universitário Internacional Uninter.

Hoje, a cidade de São Paulo é considerada o epicentro da pandemia no Brasil e os números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde escancara o problema que as periferias da região estão vivendo. Somente na Brasilândia, a taxa de letalidade ultrapassa os 51%.

Gráfico de: Notícias Yahoo, com dados publicados pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo em 30/04/2020.
Gráfico de: Notícias Yahoo, com dados publicados pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo em 30/04/2020.

O professor reforça que, mesmo com dificuldade, é importante priorizar as ações de prevenção. “Manter hábitos de higienização frequente das mãos com água e sabão, evitar aglomerações e saídas de suas residências, deixar os ambientes ventilados e também intensificar a higiene da residência”, comenta.

Uma indicação legal é ver de perto como está funcionando o isolamento social nas favelas com este vídeo aqui embaixo. Nele, uma moradora, faz um relato e mostra como as coisas estão funcionando por lá:

Mulheres são a maioria entre a população mais vulnerável

No fim de abril, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) recomendou, em um relatório, que os governos adotem políticas de assistência específicas para os segmentos mais vulneráveis socialmente, principalmente mulheres residentes em periferias e favelas.

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Segundo o levantamento, elas necessitam dessa assistência uma vez que formam a linha de frente do trabalho de cuidado não remunerado de familiares e amigos. O relatório destacou também que o grupo é predominante em atividades remuneradas com maiores riscos de contágio — as mulheres correspondem a 80% e 90% das enfermeiras, técnicas de enfermagem e cuidadoras, além de faxineiras e domésticas.

Evolução da pandemia

Para Caveião, a pandemia ainda não evoluiu em todo o país, muitas pessoas precisarão dos serviços de saúde e não encontrarão recursos nestes locais para o atendimento necessário. “Muitos não estão levando a sério o isolamento e transitam sem nenhum cuidado; outros saem de suas residências porque são obrigados, para conseguirem o seu sustento e de sua família. Viveremos em períodos alternados de distanciamento social e retorno das atividades”, afirma.

Portanto, em meio a esta pandemia, cada um precisa fazer a sua parte como puder. Se possível, tente ajudar alguma periferia próxima a você e procure saber como as recomendações estão funcionando aí na sua região.

 

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