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O desafio chegou ao Brasil. E agora?
Covid-19 | Pra Vida Não Parar

O desafio chegou ao Brasil. E agora?

É compreensível que muito do que é apresentado na mídia sobre o coronavírus, de fato, merece nossa atenção. Porém, é preciso informar também que, mesmo falando de números tão altos de pessoas infectadas é preciso explicar algumas coisas. Os números de infectados, considerando todos os países, é altíssimo, com 530 mil acometidos pela doença e 24 mil mortes até o momento que este texto está sendo escrito. Observando essas informações, vamos a alguns esclarecimentos.

A imensa maioria dos indivíduos que fazem parte desses mais de 500 mil casos está bem de saúde. Afinal, eles já estão curados e seguindo com o curso normal de suas vidas. Eles ficaram “gripados” e há alguns poucos casos confirmados de pessoas assintomáticas, ou seja, que contraíram o coronavírus e nem apresentaram sintomas de gripe.

O número de mortes é baixo quando analisado o número de pessoas infectadas. Logo, temos a confirmação de que este vírus tem um baixo índice de letalidade quando comparado a outros.

Por ser uma nova cepa (uma variante dos outros coronavírus que existem) ninguém possui imunidade contra ele; daí a razão de um grande número de pessoas que vão ser infectadas e apresentar um quadro de gripe com os sintomas conhecidos: tosse, coriza, dor de garganta, dor de cabeça e febre durante alguns poucos dias. E, lembrando, nem todos vão apresentar todos os sintomas.

O principal perigo é se a pessoa infectada estiver dentro do que chamamos grupo de risco. Esse grupo corresponde aos indivíduos com idade a partir de 60 anos e aqueles com idade diferente mas que apresentem alguma destas condições que debilitem o indivíduo: Os imunosuprimidos (alguma condição que baixe sua imunidade, como quimioterapia por exemplo) e aqueles que possuem asma, bronquite, diabetes e hipertensão. Pessoas desse grupo possuem maiores chances de desenvolver a forma mais grave dessa doença por coronavírus.

Crianças não fazem parte do grupo de risco e esse dado, recentemente confirmado pelo CDC (Centro de Controle de Doenças, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, traz um pequeno alívio em período de preocupações, porém é importante informar que elas transmitem o vírus. Por isso, deixá-las com seus avós causa preocupação. Elas podem não apresentar sintomas e, ainda assim, transmitir o vírus para os mais velhos. Escolas estão participando do trabalho de contenção paralisando suas aulas justamente por isso.

O mais importante neste momento é acompanhar os casos que estão sendo confirmados no Brasil e cuidar principalmente dos indivíduos em grupos de risco. Não há vacina específica para coronavírus e as vacinas que existem para os outros vírus não funcionam para este — porém, devemos seguir respondendo aos chamados de vacinação, pois previnem contra outras doenças muito graves, como sarampo, H1N1 e H3N2. Não há remédios específicos contra o Covid-19, o tratamento é direcionado contra os sinais clínicos. Não há fórmulas milagrosas e nada que grupos secretos estão escondendo.

As melhores armas neste momento são: a correta informação, as boas práticas de higiene e convívio, e, principalmente, o uso das redes sociais para divulgar as informações oficiais dadas por órgãos como o Ministério da Saúde ou a Organização Mundial de Saúde. Pior que o coronavírus é apenas o “fakevírus”, que se espalha rápido disseminando terror pelos celulares de indivíduos que não se preocupam com a saúde da população.

 

Autores:

Prof. Dr. Benisio Ferreira da Silva Filho – Coordenador do Curso de Biomedicina do Centro Universitário Internacional Uninter.

Prof. Dra. Ivana Maria Saes Busato – Coordenadora do Cursos de Gestão de Saúde Pública e Gestão Hospitalar do Centro Universitário Internacional Uninter.

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