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Jogos Olímpicos e Paralímpicos versus coronavírus: WO em 2020
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Jogos Olímpicos e Paralímpicos versus coronavírus: WO em 2020

WO significa walkover, uma expressão utilizada no âmbito esportivo para uma “vitória fácil”, que não exigiu esforços do vencedor. Também é utilizada como without opponent, traduzido como “sem oponente”. O WO ocorre quando um adversário é desqualificado ou está impossibilitado de participar de uma partida por algum motivo. Esse é o caso dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio-2020 no “jogo” contra a pandemia do coronavírus.

Em 124 anos de Jogos da Idade Moderna muitas foram as ameaças, mas os Jogos resistiram. Nunca houve um cancelamento desse megaevento esportivo por motivo de saúde pública. No entanto, três deles foram cancelados por conta das duas grandes Guerras Mundiais: Berlim-1916, Japão-1940 e Londres-1944.

O Japão receberia o megaevento pela segunda vez na história neste ano, mas os Jogos foram adiados e estão previstos para acontecerem de 23 de julho a 8 de agosto (Olímpicos) e de 24 de agosto a 5 de setembro (Paralímpicos) de 2021, mesmos dias e meses em que ocorreriam em 2020. A decisão foi acertada e teve o apoio de muitos países e atletas, pois um megaevento desse porte reúne milhares de pessoas de todo o planeta entre delegações esportivas, torcedores e jornalistas.

Os impactos para o país-sede são enormes e diversos. A previsão de participantes era de algo em torno de 11 mil atletas de mais de 200 países (só do Brasil seriam cerca de 300), além de aproximadamente 600 mil visitantes estrangeiros que assistiriam aos Jogos presencialmente. Os organizadores estão tendo que lidar com revisões e renegociações de contratos, devolução de dinheiro de pessoas que compraram ingressos, entre outras situações.

Nessa conjuntura, os atletas também estão sendo e serão afetados. Há um impacto significativo no que se refere ao treinamento de atletas do mundo todo: aqueles atletas de países que puderem sair antes da crise, terão mais tempo para treinar, atletas que forem infectados poderão ficar debilitados, enfim, não se sabe se a preparação poderá ser igualitária. Além disso, haverá implicações para as carreiras e para as vidas dos atletas, àqueles que atingirão a idade máxima permitida para as competições antes dos Jogos de 2021, a alguns veteranos, que estavam planejando suas aposentadorias, ou às atletas que estavam se preparando para serem mães logo depois dos Jogos.

Há também aqueles que podem, mesmo com todos os danos causados pela pandemia, tirar algum benefício disso. Haverá profissionais atingindo a idade mínima para participar das competições, alguns terão um ano a mais para a recuperação de lesões e outros, que estavam fora dos Jogos de 2020 por motivos de doping, terão suas punições prescritas até 2021.

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Vale lembrar que, mesmo com esse adiamento para o ano que vem, há possibilidades de que os Jogos não aconteçam. Especialistas sugerem que não será possível realizar o megaevento sem que haja uma vacina eficaz contra a COVID-19 e o Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio já se pronunciou no sentido de desistirem da sua realização depois de 2021.

Enfim, o mundo inteiro foi afetado e todas as áreas estão sofrendo as consequências dessa pandemia – e o esporte não é exceção! Infelizmente, vemos algumas competições sendo retomadas quando o correto deveria ser resguardar a segurança dos atletas, das equipes multidisciplinares e de todos aqueles que estão direta ou indiretamente envolvidos em tais competições.

Enquanto muitos eventos esportivos, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, estão perdendo esse jogo por WO para a pandemia – bem como tantas outras atividades que tiveram que sair de campo nesse momento –, todos os países, cientistas e populações estão em campo, lutando para vencer essa partida. E venceremos!

Sobre a autora: Katiuscia Mello Figuerôa é doutora em Ciências da Atividade Física e Desportiva, professora da área de Linguagens Cultural e Corporal nos cursos de Licenciatura e de Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

As opiniões expressadas nos artigos não refletem necessariamente a posição institucional do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

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