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Inverno exige mais cuidados para evitar o coronavírus
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Inverno exige mais cuidados para evitar o coronavírus

No início de 2020, o Brasil, assim como o resto do mundo, precisou enfrentar um novo inimigo invisível, o coronavírus. A doença aparentemente teve origem na China e se alastrou rapidamente. Hoje, já atinge mais de 9 milhões de pessoas por todo o planeta. É sabido que no enfrentamento da pandemia, vários países adotaram estratégias diferentes e os resultados estão aparecendo gradualmente. Os mais fiéis às medidas sanitárias e de saúde pública, obtiveram os melhores resultados.

No entanto, essa é uma doença que não escolhe classe social, faixa etária (ainda que haja um grupo de risco definido) e nem ideologia política. Diante disso, entender as causas e as principais medidas de contenção, enquanto não se desenvolve uma vacina ou um medicamento eficiente, é fundamental.  Nesse sentido, ao longo dos últimos meses, a comunidade científica vem mobilizando seus principais quadros, para entender mais sobre o vírus e desenvolver premissas que permitam decisões assertivas por parte dos agentes políticos.

Distanciamento social, imunização de indivíduos que contraíram a doença, diminuição da propagação com a utilização de máscara e álcool em gel, são algumas das medidas mais difundidas. Em dado momento, levantou-se a hipótese de o clima tropical brasileiro ser uma vantagem para o país. Na verdade, a história vem nos mostrando que não é bem assim.

Ainda que não seja um fator determinante, será que o frio do inverno pode de alguma forma influenciar negativamente na luta contra o vírus? Fomos atrás da ciência para responder essa questão. Boa Leitura!

O que diz a ciência?

Cristiano Caveião, doutor em enfermagem e coordenador da área da saúde do Centro Universitário Internacional Uninter, explica que com a chegada do inverno, as temperaturas tendem a ficar mais baixas e os cuidados com a disseminação de doenças respiratórias, incluindo a Covid-19, devem ser redobrados.

Janelas e portas costumam ficar mais fechadas, permitindo menos ventilação no ambiente, o que pode facilitar a dispersão dos vírus que se propagam pelas gotículas suspensas no ar. Uma outra tendência dessa época do ano é a diminuição da imunidade que acomete, principalmente, os indivíduos mais sedentários.

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O coordenador reitera que manter os ambientes ventilados, intensificar as medidas de higienização das mãos e proteger as principais vias de contágio adequadamente podem auxiliar neste momento. “É importante também manter uma boa hidratação corporal com a ingestão de líquidos, e uma alimentação balanceada, rica em vitaminas. E claro, além de tudo isso, seguir as medidas preventivas já estabelecidas para o coronavírus”, completa.

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Sistema Imunológico

Caveião explica que o frio também interfere no sistema imunológico. “Quando estamos no período de inverno, o frio faz com que nosso metabolismo diminua em algumas áreas do corpo, e uma delas são as vias aéreas. Assim, os mecanismos de defesa têm dificuldade ou atuam lentamente nesse processo, o que pode criar uma pré-disposição às infecções”.

Nesse período, é comum que haja o aumento das doenças respiratórias, mas o professor ressalta que vivemos um momento único. “Devido a pandemia, os serviços de saúde já estão no seu limite e sobrecarregados, o que poderá ocasionar a falta de vagas em terapia intensiva para o tratamento de outras doenças respiratórias”. O Ministério da Saúde desenvolveu um material que pode auxiliar a população a identificar os sintomas de cada quadro clínico.

O momento é de muita tensão e incerteza e por isso, é tão importante que cada um, como integrante da sociedade civil, cumpra as recomendações dos governos locais. A economia, tão fundamental para a qualidade de vida, é assunto para um outro momento. Agora, em acordo com as melhores práticas internacionais, devemos priorizar as ações que possam salvar o maior número de vidas possíveis. Por isso, se puder, fique em casa e se não puder, siga TODAS as orientações dos órgãos competentes.

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