
Um panorama claro sobre os números, motivos e impactos dessa transformação no país.
A Educação a Distância (EAD) percorreu um longo caminho até chegar ao protagonismo que ocupa hoje. Se antes aprender fora da sala de aula parecia uma solução alternativa, limitada ou até experimental, agora tornou-se parte do cotidiano de milhões de brasileiros que estudam pelos notebooks, tablets e celulares.
Essa virada, porém, não aconteceu por acaso. A pandemia acelerou a adoção do digital, aproximou milhões de estudantes das plataformas online e abriu espaço para que a EAD mostrasse seu potencial real: flexibilidade, autonomia, conveniência e, em muitos casos, redução de custos sem perder a qualidade do ensino.
O resultado aparece nos números. Pela primeira vez, as matrículas no ensino superior a distância ultrapassou as do ensino presencial no Brasil: 50,7% dos estudantes escolheram a EAD em 2024, totalizando mais de 5,1 milhões de alunos, contra cerca de 5 milhões no ensino presencial. Esses dados estão disponíveis no Censo da Educação Superior 2024, divulgado no dia 22 de setembro, pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
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Como a EAD chegou a esse protagonismo? Como evoluiu ao ponto de redefinir a forma como aprendemos? Neste blog, vamos entender os fatores que impulsionaram esse crescimento e porque a educação a distância se tornou a escolha preferida dos brasileiros.
O surgimento da educação a distância
Como a EAD chegou a esse protagonismo? Como evoluiu ao ponto de redefinir a forma como aprendemos? Neste blog, vamos entender os fatores que impulsionaram esse crescimento e porque a educação a distância se tornou a escolha preferida dos brasileiros.
As primeiras formas de EAD remontam ao século XIX, quando cursos por correspondência começaram a ganhar espaço impulsionados pela industrialização e pela demanda por qualificação profissional. O estudante realizava o pagamento e recebia em casa todo o material impresso necessário para estudar.
Com o passar das décadas e o avanço das tecnologias, a educação a distância se reinventou: o rádio ampliou a difusão do conhecimento; a televisão, com programas como Telecurso, democratizou ainda mais o acesso; e as fitas de vídeo possibilitaram novos formatos de aprendizado. Cada nova mídia ampliava o alcance da modalidade e fortalecia seu papel institucional na formação das pessoas.
Esse percurso histórico mostra que a EAD sempre caminhou lado a lado com a inovação, e que seu crescimento atual não é um acaso, mas o resultado de uma evolução contínua que se adapta às necessidades do tempo.
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A pandemia como catalisador da educação a distância
A pandemia de Covid-19 marcou um ponto de inflexão no ensino superior e acelerou transformações que já estavam em curso. Com a suspensão das aulas presenciais, instituições, professores e estudantes precisaram se adaptar rapidamente a novos formatos de ensino, e a educação a distância deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar uma necessidade.
Nesse contexto, a EAD ganhou escala, visibilidade e maturidade. Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) foram aprimorados, novas metodologias digitais passaram a ser adotadas e a experiência acadêmica tornou-se mais estruturada, aproximando-se, em muitos pontos, da vivência do ensino presencial. Para os estudantes, a flexibilidade oferecida pelo formato EAD foi determinante para a continuidade dos estudos em um período de incertezas.
Ao final desse período, o ensino superior não era mais o mesmo. A experiência com o digital ampliou a confiança na EAD e abriu caminho para que o formato de ensino assumisse, de modo definitivo, um papel central na formação acadêmica no Brasil.
Os números que confirmam a virada histórica
A consolidação da educação a distância no Brasil não é apenas perceptível no cotidiano, também é confirmada por dados oficiais. Pela primeira vez, o número de matrículas em cursos superiores no formato EAD superou o do ensino presencial, marcando um momento histórico para o setor educacional.
Os dados mais recentes deixam evidente que a EAD deixou de ser apenas alternativa e se tornou a principal modalidade do ensino superior no Brasil. Segundo o Censo da Educação Superior 2024, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o país ultrapassou a marca de 10,2 milhões de matrículas no total do ensino superior, sendo que mais da metade desse total (50,7%) corresponde à educação a distância. Ou seja, 5,18 milhões de estudantes estavam matriculados em cursos de EAD em 2024, enquanto cerca de 5,03 milhões estudavam presencialmente, um marco sem precedentes na história da educação brasileira.
Fonte: Número de estudantes universitários na modalidade EaD ultrapassa o presencial
Esse crescimento, porém, não ocorreu em apenas um ano. Em uma década, as matrículas na EAD cresceram quase 287%, enquanto o ensino presencial registrou queda de mais de 22% no mesmo período, segundo registros oficiais.
Fonte: EAD supera ensino presencial pela primeira vez no Brasil
Esses números não confirmam apenas a ascensão da EAD como opção dominante, mas refletem uma mudança profunda no perfil de quem busca formação superior no Brasil. Os dados mostram que a modalidade, fortalecida por avanços tecnológicos, Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) mais completos e maior confiança institucional, passou a atender a demandas reais de um público cada vez mais diversificado e exigente.
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